Arquivo para Maio 9, 2008

“Dez impasses para uma efetiva crítica da mídia” / “Jornalismo ´Público, ‘publijornalismo’ e cidadania”

A partir da leitura dos textos “Dez impasses para uma efetiva crítica da mídia” e “Jornalismo Público, ‘publijornalismo’ e cidadania”, da autoria de Rogério Christofoletti e Alexandre Freire, respectivamente, propô-se fazer uma síntese entre os mesmos, apresentando uma crítica acerca do tema apresentado nas duas produções. Para tanto, procurou-se observar os aspectos predominantes em ambos e fazer uma análise, separando hierarquicamente os pontos mais relevantes e que estavam presentes nos dois textos.

Segundo os textos analisados, o modelo atual de jornalismo foge aos princípios éticos profissionais. Ao invés de ser um jornalismo público, voltado aos interesses da sociedade, tornou-se um “publijornalismo”, que prima pela venda de um produto, pela promoção da notícia como mercadoria. O texto coloca em questão o conceito de jornalismo: ao invés de “o que é jornalismo?”, deve-se perguntar “o que deve ser jornalismo?”. A concentração do mercado midiático nas mãos de poucas famílias ajuda a aumentar o conceito de jornalismo como um negócio, uma vez que essas famílias são detentoras dos grandes canais de TV, rádio e dos grandes jornais e revistas, o que acaba influenciando os pequenos meios. Assim, as notpicias veiculadas pelos grandes meios são padronizadas e o entretenimento é estandartizado.

Os autores procuram mostrar uma queda na qualidade das exibições jornalísticas, visto que o jornalismo, ao longo dos anos, vem deixando de ser um meio para a informação da sociedade, e vem se tornando um grupo fechado de entidades privadas que fornecem a informação mais adequada para a sua lucratividade.

Enquanto Alexandre Freire chama atenção para a necessidade de se fazer um jornalismo público, diferente do que vem sendo feito, Rogério Christofoletti complemente seu colega ao mencionar os esforços, ainda que tímidos, em criticar a atual programação dos meios de comunicação de massa no Brasil. Os autores se complementam ainda ao citarem as leis de mercado como manipuladoras da programação. Ao passo que Freire fala da corrupção da cidadania e da necessidade de também promovê-la, Christofoletti faz um levantamento do grande número de concessões que se encontram nas mãos de políticos ou se seus partidos.

Os textos mostram-se bastante pertinentes ao cenário atual da programação dos meios de comunicação de massa. É interessante quando Freire faz alusão a duas matérias publicadas no mesmo dia e no mesmo caderno da Folha de S. Paulo mostrando o alcance do jornalismo: ao mesmo tempo em que pode criar uma situação de pavor para a sociedade, pode também pôr fim a uma guerra – ou iniciá-la. Então, nota-se a necessidade de se fazer um jornalismo sério, não voltado para os interesses econômicos da empresa, mas que esteja ciente das suas responsabilidades para com o bem-estar da sociedade. Há uma crítica à falta de ética e cidadania das empresas, o contrário do que deve ser o jornalismo público, enfocado por Alexandre Freire e reforçado por Rogério Christofoletti em seus respectivos textos.

(Trabalho entregue à professora Daniela Souza, pela disciplina Crítica da Mídia)

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Mídia e Cultura Africana

Jornais, revistas, Tv. A cultura africana se torna cada vez mais popular e cobiçada pelas lentes das câmeras e pelas pautas dos repórteres. A miscigenação virou notícia. E não por acaso. Boa parte do que se tem registrado nos costumes e na cultura do povo brasileiro foi trazido ao Brasil pelos negros africanos, aind ana época da colonização.

Festas, culinária, dança, religião fazem parte de uma cultura que passou a ser chamada de afro-brasileira e desperta sensações: a curiosidade de uns, a repulsa de outros e, ainda, a paixão de seus seguidores. Quando fala-se em cultura afro não é difpicil lembrar os negros africanos nas senzalas e suas manifestações culturais. Muita coisa sobre esse povo não é novidade, mas raízes, principalmente no tocante à religião, ainda permanecem afastadas do convívio da maioria das pessoas. Como a prática da religião – Candomblé, Umbanda etc. – foi proibida pela igreja Catótilica e mal vista por séculos pelo restante da população, muito dessa resistência permance até hoje. Um assunto tão cheio de “idas e vindas” só poderia mesmo virar notícia. Mas como funciona essa relação entre cultura e mídia?

A própria resistência gera certa curiosidade a respeito do próprio candomblé e de seus ritos. Por isso há ´certa preocupação da mídia em estar sempre falando algo a respeito. Infelizmente, a falta de conhecimento e de domínio técnico fazem com que os jornalistas cometam “gafes”, com publicações falsas, mistura de culturas diferentes, atribuição de uma carga pejorativa a termos sobre os quais não tem conhecimento, invasão da cultura.

Nota-se que há uma busca por informações e também, uma preocupação da mídia em satisfazer o seu leitor / telespectador. Entretanto, isto acaba gerando certo atrito entre os seguidores da religião e a mídia. Dessa forma, nem sempre o leitor / telespectador tem visões verdadeiras da cultura africana porque não se faz uma abordagem inteligente, sem que haja invasão dos terrenos que não estão preparados para “abrir suas portas”.

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