
STF julgará, nesta quarta, o recurso extraordinário que pode pôr fim à obrigatoriedade do diploma
Será votado, nesta quarta-feira (1º de abril), pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o Recurso Extraordinário que pode extinguir a obrigatoriedade do diploma para o exercício da atividade jornalística no Brasil, além da anulação da Lei de Imprensa. Em caráter de protesto, sindicatos da classe de 11 estados realizaram, nesta terça-feira, manifestações em favor da manutenção da exigência da formação superior específica em jornalismo para jornalistas. Em Salvador, o protesto contou com a presença de professores, estudantes e profissionais de jornalismo, principalmente ligados ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Bahia (Sinjorba), em parceria com o Fórum Nacional de Professores de Jornalismo – Regional Bahia.
Reunidos em frente ao Fórum Rui Barbosa, no Campo da Pólvora, os manifestantes, vestidos de preto, deixam claras suas idéias e a importância de manter o diploma e o conhecimento adquiridos na faculdade como fundamentais para o exercício da profissão. O estudante Lindomar Assis esteve presente no local. “Todos os profissionais das diversas áreas, sejam médicos, enfermeiros, advogados, dentistas, têm direito ao diploma. Isso também é um direito nosso enquanto jornalistas. Há a necessidade da formação teórico-científica para exercermos a profissão. Não é justo que nós, estudantes de Jornalismo, que batalhamos tanto, venhamos a perder esse direito”, afirma.
A jornalista e professora substituta da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia, Lia Seixas, diz que se preocupa com as competências que o jornalista precisa ter para fazer jornalismo. “A técnica em relação às mídias, digamos, se aprende em um ano e meio ou dois anos. Mas, a questão não é essa. A questão é: o que é notícia? Porque a mídia tem um poder muito grande agendar a sociedade. Mas, é claro, nem tudo que está no jornal é jornalismo. Eu sou a favor da formação porque eu não acredito ser possível uma boa reportagem sem um bom curso de jornalismo por trás”.
Caso a posição do STF seja contrária à classe, a profissão ficará desregulamentada, uma vez que a exigência do diploma, um dos seus maiores pilares, será eliminada. A profissão completa 70 anos de regulamentação e 40 de criação dos cursos superiores de Jornalismo. De acordo com o “Manifesto à Nação”, publicado pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), “derrubar este requisito à prática profissional significará retrocesso a um tempo em que o acesso ao exercício do jornalismo dependia de relações de apadrinhamentos e interesses outros que não o do real compromisso com a função social da mídia”.
Texto: Clarissa Pacheco e Karina Brasil
Foto: Karina Brasil
Matéria publicada em www.agenciabaiana.com.br
Murilo Lélis disse,
Abril 24, 2009 @ 12:24 am
Olá Clarissa!
Fico feliz em saber que gostou do Blog. O seu é muito bom! Adorei! Ótimos conteúdos, coesão… enfim, parabéns!
Passa o seu e-mail para contatos futuros…
Sucesso!!!