Estivemos lá, protestamos, brigamos e valeu à pena. Sempre vale!

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Foi proveitoso, sim. Ver, finalmente, um número um pouco maior de estudantes, jornalistas, professores lutando por uma causa comum. Afinal de contas, não é fácil reunir nossos colegas. Mas valeu. Valeu fazer apitaço, usar nariz de palhaço, fazer batuque com colher de pau. Valeu a pena cantar o Hino Nacional e ouvir todos acompanhando, porque este é um dos motivos de estarmos juntos. Apenas um dos motivos, se lembrarmos que estamos num país com 14 milhões de analfabetos (10% da população até 15 anos), e que “temos um Supremo que não valoriza aqueles que estudam”. Ainda que poucos, valeu a pena saber que estes, sim, sabiam de fato o que estavam fazendo, e o porquê de estarem lá. Cada passo de uma vez, e esse foi o clima da manifestação pela obrigatoriedade do nosso diploma. Nosso, sim! E que, ao menos ideologicamente, isto não seja contestado. Lembremos desde dia 27 de agosto de 2009, e lembremo-nos de cada pessoa que esteve presente na Praça da Piedade, cada um que caminhou pela Avenida Sete de Setembro até a Câmara de Vereadores. Certamente não são só estes que estão indignados com a retirada do nosso diploma de jornalista, nem são apenas eles que têm vontade de brigar pelo que merecem por direito. Mas, que sirva que exemplo para todos os que não puderam ou não tiveram oportunidade de comparecer. Vale a pena brigar, sim, pelo nosso diploma. Nariz de palhaço, apito, pirulito. Tudo isso vale a pena, porque não dá para deixar barato tamanho desrespeito com a nossa profissão e, mais que isso, não dá para esquecer-se da sociedade, com quem firmamos seriamente o nosso compromisso ético, moral e profissional. É com atitudes assim que conquistaremos novamente o respeito à nossa profissão.

Por Clarissa Pacheco

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