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Estivemos lá, protestamos, brigamos e valeu à pena. Sempre vale!

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Foi proveitoso, sim. Ver, finalmente, um número um pouco maior de estudantes, jornalistas, professores lutando por uma causa comum. Afinal de contas, não é fácil reunir nossos colegas. Mas valeu. Valeu fazer apitaço, usar nariz de palhaço, fazer batuque com colher de pau. Valeu a pena cantar o Hino Nacional e ouvir todos acompanhando, porque este é um dos motivos de estarmos juntos. Apenas um dos motivos, se lembrarmos que estamos num país com 14 milhões de analfabetos (10% da população até 15 anos), e que “temos um Supremo que não valoriza aqueles que estudam”. Ainda que poucos, valeu a pena saber que estes, sim, sabiam de fato o que estavam fazendo, e o porquê de estarem lá. Cada passo de uma vez, e esse foi o clima da manifestação pela obrigatoriedade do nosso diploma. Nosso, sim! E que, ao menos ideologicamente, isto não seja contestado. Lembremos desde dia 27 de agosto de 2009, e lembremo-nos de cada pessoa que esteve presente na Praça da Piedade, cada um que caminhou pela Avenida Sete de Setembro até a Câmara de Vereadores. Certamente não são só estes que estão indignados com a retirada do nosso diploma de jornalista, nem são apenas eles que têm vontade de brigar pelo que merecem por direito. Mas, que sirva que exemplo para todos os que não puderam ou não tiveram oportunidade de comparecer. Vale a pena brigar, sim, pelo nosso diploma. Nariz de palhaço, apito, pirulito. Tudo isso vale a pena, porque não dá para deixar barato tamanho desrespeito com a nossa profissão e, mais que isso, não dá para esquecer-se da sociedade, com quem firmamos seriamente o nosso compromisso ético, moral e profissional. É com atitudes assim que conquistaremos novamente o respeito à nossa profissão.

Por Clarissa Pacheco

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Baianos manifestam-se em favor da exigência de formação para jornalistas

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STF julgará, nesta quarta, o recurso extraordinário que pode pôr fim à obrigatoriedade do diploma

Será votado, nesta quarta-feira (1º de abril), pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o Recurso Extraordinário que pode extinguir a obrigatoriedade do diploma para o exercício da atividade jornalística no Brasil, além da anulação da Lei de Imprensa. Em caráter de protesto, sindicatos da classe de 11 estados realizaram, nesta terça-feira, manifestações em favor da manutenção da exigência da formação superior específica em jornalismo para jornalistas. Em Salvador, o protesto contou com a presença de professores, estudantes e profissionais de jornalismo, principalmente ligados ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Bahia (Sinjorba), em parceria com o Fórum Nacional de Professores de Jornalismo – Regional Bahia.

Reunidos em frente ao Fórum Rui Barbosa, no Campo da Pólvora, os manifestantes, vestidos de preto, deixam claras suas idéias e a importância de manter o diploma e o conhecimento adquiridos na faculdade como fundamentais para o exercício da profissão. O estudante Lindomar Assis esteve presente no local. “Todos os profissionais das diversas áreas, sejam médicos, enfermeiros, advogados, dentistas, têm direito ao diploma. Isso também é um direito nosso enquanto jornalistas. Há a necessidade da formação teórico-científica para exercermos a profissão. Não é justo que nós, estudantes de Jornalismo, que batalhamos tanto, venhamos a perder esse direito”, afirma.

A jornalista e professora substituta da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia, Lia Seixas, diz que se preocupa com as competências que o jornalista precisa ter para fazer jornalismo. “A técnica em relação às mídias, digamos, se aprende em um ano e meio ou dois anos. Mas, a questão não é essa. A questão é: o que é notícia? Porque a mídia tem um poder muito grande agendar a sociedade. Mas, é claro, nem tudo que está no jornal é jornalismo. Eu sou a favor da formação porque eu não acredito ser possível uma boa reportagem sem um bom curso de jornalismo por trás”.

Caso a posição do STF seja contrária à classe, a profissão ficará desregulamentada, uma vez que a exigência do diploma, um dos seus maiores pilares, será eliminada. A profissão completa 70 anos de regulamentação e 40 de criação dos cursos superiores de Jornalismo. De acordo com o “Manifesto à Nação”, publicado pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), “derrubar este requisito à prática profissional significará retrocesso a um tempo em que o acesso ao exercício do jornalismo dependia de relações de apadrinhamentos e interesses outros que não o do real compromisso com a função social da mídia”.

Texto: Clarissa Pacheco e Karina Brasil

Foto: Karina Brasil

Matéria publicada em www.agenciabaiana.com.br

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Mídia e Cultura Africana

Jornais, revistas, Tv. A cultura africana se torna cada vez mais popular e cobiçada pelas lentes das câmeras e pelas pautas dos repórteres. A miscigenação virou notícia. E não por acaso. Boa parte do que se tem registrado nos costumes e na cultura do povo brasileiro foi trazido ao Brasil pelos negros africanos, aind ana época da colonização.

Festas, culinária, dança, religião fazem parte de uma cultura que passou a ser chamada de afro-brasileira e desperta sensações: a curiosidade de uns, a repulsa de outros e, ainda, a paixão de seus seguidores. Quando fala-se em cultura afro não é difpicil lembrar os negros africanos nas senzalas e suas manifestações culturais. Muita coisa sobre esse povo não é novidade, mas raízes, principalmente no tocante à religião, ainda permanecem afastadas do convívio da maioria das pessoas. Como a prática da religião – Candomblé, Umbanda etc. – foi proibida pela igreja Catótilica e mal vista por séculos pelo restante da população, muito dessa resistência permance até hoje. Um assunto tão cheio de “idas e vindas” só poderia mesmo virar notícia. Mas como funciona essa relação entre cultura e mídia?

A própria resistência gera certa curiosidade a respeito do próprio candomblé e de seus ritos. Por isso há ´certa preocupação da mídia em estar sempre falando algo a respeito. Infelizmente, a falta de conhecimento e de domínio técnico fazem com que os jornalistas cometam “gafes”, com publicações falsas, mistura de culturas diferentes, atribuição de uma carga pejorativa a termos sobre os quais não tem conhecimento, invasão da cultura.

Nota-se que há uma busca por informações e também, uma preocupação da mídia em satisfazer o seu leitor / telespectador. Entretanto, isto acaba gerando certo atrito entre os seguidores da religião e a mídia. Dessa forma, nem sempre o leitor / telespectador tem visões verdadeiras da cultura africana porque não se faz uma abordagem inteligente, sem que haja invasão dos terrenos que não estão preparados para “abrir suas portas”.

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Arrumando as letrinhas da sopa…

Saudações!

Aqui estarão publicadas na íntegra as matérias, reportagens, fotos, pequenos textos, resenhas… Enfim, tudo relacionado a jornalismo que tenha sido produzido por mim na faculdade. Como ainda estou no primeiro semestre, com certeza ainda terei muitas letrinhas para colocar em ordem!

Boa leitura para todos, e créditos especiais aos professores Mônica Celestino, Jussara Maia, Daniela Souza e Nelson Soares.

P.S. As fotografias do cabeçalho fazem parte dos trabalhos realizados no Parque Pituaçu (15/03) e Farol da Barra (08/04), sob orientação do professor Nelson Soares.

 

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