Mídia e Cultura Africana

Jornais, revistas, Tv. A cultura africana se torna cada vez mais popular e cobiçada pelas lentes das câmeras e pelas pautas dos repórteres. A miscigenação virou notícia. E não por acaso. Boa parte do que se tem registrado nos costumes e na cultura do povo brasileiro foi trazido ao Brasil pelos negros africanos, aind ana época da colonização.

Festas, culinária, dança, religião fazem parte de uma cultura que passou a ser chamada de afro-brasileira e desperta sensações: a curiosidade de uns, a repulsa de outros e, ainda, a paixão de seus seguidores. Quando fala-se em cultura afro não é difpicil lembrar os negros africanos nas senzalas e suas manifestações culturais. Muita coisa sobre esse povo não é novidade, mas raízes, principalmente no tocante à religião, ainda permanecem afastadas do convívio da maioria das pessoas. Como a prática da religião – Candomblé, Umbanda etc. – foi proibida pela igreja Catótilica e mal vista por séculos pelo restante da população, muito dessa resistência permance até hoje. Um assunto tão cheio de “idas e vindas” só poderia mesmo virar notícia. Mas como funciona essa relação entre cultura e mídia?

A própria resistência gera certa curiosidade a respeito do próprio candomblé e de seus ritos. Por isso há ´certa preocupação da mídia em estar sempre falando algo a respeito. Infelizmente, a falta de conhecimento e de domínio técnico fazem com que os jornalistas cometam “gafes”, com publicações falsas, mistura de culturas diferentes, atribuição de uma carga pejorativa a termos sobre os quais não tem conhecimento, invasão da cultura.

Nota-se que há uma busca por informações e também, uma preocupação da mídia em satisfazer o seu leitor / telespectador. Entretanto, isto acaba gerando certo atrito entre os seguidores da religião e a mídia. Dessa forma, nem sempre o leitor / telespectador tem visões verdadeiras da cultura africana porque não se faz uma abordagem inteligente, sem que haja invasão dos terrenos que não estão preparados para “abrir suas portas”.

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O Preço de uma Verdade

Não é novidade que o jornalismo seja o tema central dos roteiros de muitos filmes. “O preço de uma verdade” chama a atenção por fazer uma abordagem a respeito da ética – e falta dela – dentrto da profissão. E novamente chama a atenção quando, para tal abordagem, narra uma história real.

A abordagem a respeito da ética no jornalismo se dá através da História de Stephen Glass, jornalista que mesmo com pouca idade já fazia parte do quadro de repórteres de grandes revistas do país, inclusive o ícone político The New Republic. Glass se destacava por ter muitos artigos publicados num curto espaço de tempo e também por seu carisma. Vivia situações inusitadas que eram, inevitavelmente, publicadas.

Entretanto, o sucesso repentino de Stephen Glass se escondia por trás de artigos forjados – muito bem forjados, diga-se de passagem. Até mesmo as anotações feitas a respeito de cada artigo eram forjadas e suas fontes (quando declaradas, já que muitas vezes a única fonte é o próprio repórter) eram tão bem disfarçadas que nem mesmo a rigorosa equipe responsável pela comprovação das informações era capaz de dizer que elas nem sequer existiam.

Em uma de suas maiores reportagens publicadas, porém, Glass foi desmascarado pelo jornalista Adam Penenberg da Forbes Digital. A reportagem “O paraíso dos hackers” falava a respeito de um garoto de 12 anos, um hacker que havia invadido a rede de computadores de uma grande empresa de informática, e após ser descoberto teria sido contratado pela própria empresa, sob exisgências um tanto quanto estranhas: uma viagem à Disneylândia, assinatura vitalícia da revista Playboy etc. O editor de Penenberg acaba o censurando por não cobrir tal fato. Não se conformando em não ficar sabendo do ocorrido, Penenberg começa a pesquisar na internet os nomes ligados à reportagem de Stephen Glass e não consegue encontrar vestígio algum da existência da empresa, nem mesmo do garoto. Notando que a reportagem era falsa, Adam Penenberg e a Forbes Digital pressionam Glass, seu editor Chuck Lanes, e a própria The New Republic até que se descubra que não apenas a reportagem “O paraíso dos hackers”, mas 27 dos 41 artigos publicados por Glass na revista haviam sido forjados, com o simples intuito de se destacar na carreira jornalística, e assim conseguir “subir na vida” rapidamente.

Após ser desmascarado e demitido, Glass formou-se em Direito, que já vinha cursando há algum tempo, inclusive na época dos artigos forjados, e escreveu um livro chamado “The Fabulist”, contando a história de um jornalista que escrevia artigos falsos para subir na vida.

Tal história consegue ser irônica em vários momentos. Ao longo do filme, Stephen Glass se imagina em uma aula na faculdade em que havia se formado em Jornalismo, conversando com alunos e explicando como era difícil publicar um artigo. Enquanto isso, era elogiado por sua ex-professora. Somente no final do filme se mostra a sala de aula completamente vazia. Isso mostra que apesar de Glass demonstrar que se considerava absolutamente certo a respeito do que fazia, se encontrava em um cerco onde cada mentira necessitava de outra, e o fato de se imaginar um profissional exemplar, capaz de dar bons exemplos aos seus futuros colegas de profissão parecia o confortar.

Em outros momentos, apesar de ser absolutamente antiético em sua profissão, parte dos seus colegas se posicionam a seu favor, mesmo depois de tomarem conhecimento dos artigos forjados. Consideram como um simples tropeço.

Além disso, o filme chama também atenção para os deslizes cometidos pelas equipes de conferência. Ao longo do filme, faz-se questão de mostrar a complexidade do sistema norte-americano, a quantidade de vezes que o artigo / matéria / reportagem é revisado, e também quantas vezes as fontes são checadas. Ainda assim, com um sistema tão rigoroso, um jornalista conseguiu forjar 65% dos artigos que publicou.

Tudo isso nos leva a pensar na quantidade de artigos / matérias / reportagens veiculados na mídia brasileira que não passam de pura ficção, já que o nosso sistema de conferência é bem menos rigoroso, e possui mnos etapas que o norte-americano.

Sabe-se que ficção é algo que de fato vende bastante. Todavia, não é produto comerciável no mercado jornalístico, que preza pela existência de verdades e pela construção da realidade, nua e crua.

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Quase Imperturbável Condoleezza Rice

Suprimindo-se o “quase”, segurança da secretária fecharia visita à Bahia com chave de ouro.

A secretária de Estado americana Condoleezza Rice quase teve uma passagem digna de simples turista por Salvador, na última terça-feira, 18. Não fosse pela grande quantidade de seguranças e policiais, o garoto Pablo Patrick Félix Ferreira e o desempregado Carlos José Ramos Dias talvez nem tivessem se dado conta de que gente importante passeava por Salvador; menos ainda se quem se tratava. Nem mesmo um protesto organizado pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) foi capaz de quebrar o gelo da visita, já que chegou atrasado, minutos depois de Condoleezza deixar o Museu Afro-brasileiro.

Apesar de volta e meia ela estar na mira da mídia internacional, a maioria não sabia de quem se tratava. nada, além do trânsito, parou para assistir à passagem de Condoleezza no trajeto que fez dentro de uma luxuosa Blazer azul marinho, blindada e climatizada, do Hotel Pestana, no Rio Vermelho, ao Centro Histórico. Isso porque batedores do Esquadrão Águia fecharam algumas das principais avenidas, provocando engarrafamentos.

Ponto para as informalidades, para o inesperado, para aquilo que, diga-se de passagem, pode ser chamado de curioso. Enquanto as manifestações oficiais não obtiveram sucesso, manifestações curiosas de populares roubaram a cena. O garoto Pablo Patrick Félix Ferreira, de 13 anos, inovou ao tentar mostrar suas habilidades com a língua dos gringos, apesar de trocar o inglês pelo italiano: “Um real para manjare!”, gritou, em meio ao aparato de segurança, quando a secretária deixava a igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos. acabou sem nada para “manjare” e afastado pelos seguranças.

Mais adiante, à saída do Museu da Coelba, uma manifestação ainda mais curiosa chamou atenção. Um gesto de carinho se fez ouvir da boca do desempregado Carlos José Ramos Dias, que ajoelhou-se aos pés da secretária e ainda beijou-lhe as mãos: “Eu disse a ela que amo os EUA e que ela é muito bonita”.

Houve até quem trocasse de secretária, achando que Condoleezza fosse a própria Mônica Lewinsky; quem assistisse de longe sua passagem, na esperança de que a desconhecida pudesse ser sua freguesa e, ainda, quem fosse confundido até com terrorista, ao vestir sua habitual fantasia de “Alien-Predador” e dizer que “os americanos é que carregam a morte”. Estas forma protagonizadas, respectivamente, pelo comerciante Maurício Silva e pelos personagens folclóricos do Pelourinho, Preto Velho e Jaime Figura.

Melhor impossível. Sem grandes incômodos nem imprevistos, sem nenhuma manifestação antiimperialista à vista, Condoleezza Rice teve o prazer de conhecer Salvador e ajudar a encher as ruas do Pelourinho com seus seguranças e policiais locais. Nada muito utilizado na ocasião.

 

(Releitura da matéria “Garoto e desempregado driblam segurança de Condoleezza”, de Alexandre Lyrio, publicada no Jornal A Tarde de 18 de março de 2008, e apresentado à professora Mônica Celestino, pela disciplina Redação I)

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Arrumando as letrinhas da sopa…

Saudações!

Aqui estarão publicadas na íntegra as matérias, reportagens, fotos, pequenos textos, resenhas… Enfim, tudo relacionado a jornalismo que tenha sido produzido por mim na faculdade. Como ainda estou no primeiro semestre, com certeza ainda terei muitas letrinhas para colocar em ordem!

Boa leitura para todos, e créditos especiais aos professores Mônica Celestino, Jussara Maia, Daniela Souza e Nelson Soares.

P.S. As fotografias do cabeçalho fazem parte dos trabalhos realizados no Parque Pituaçu (15/03) e Farol da Barra (08/04), sob orientação do professor Nelson Soares.

 

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